Robô promete revolucionar o jeito de fazer cirurgia

Se você fosse entrar hoje num centro cirúrgico qual dessas duas opções escolheria: equipe médica convencional, incisão aberta, dias dentro de um hospital e recuperação longa ou cortes menores e precisos, recuperação mais rápida, menor tempo de permanência hospitalar e risco de infecção? Com certeza seria a última, não é?

Agora, você sabe o que faz a diferença entre a primeira e a segunda opção? Pasme! Um robô. Mas não é qualquer robô. Versius, o menor robô cirurgião do mundo, projetado para democratizar o acesso à cirurgia robótica. Desenvolvido na Alemanha, o dispositivo já circula em vários centros cirúrgicos do mundo. Por aqui, a previsão é que até o fim do ano médicos-cirurgiões possam contar com o mais novo e tecnológico colega de trabalho.

A cirurgia robótica assistida não faz parte de um roteiro de ficção científica, pelo contrário, está em crescimento exponencial. Projeção da Statista, empresa alemã especializada em dados de mercado e consumidores, é que esse segmento movimente US$ 12,6 bilhões até 2026. Dados da CMR Surgical apontam que, atualmente, 5% das cirurgias mundiais são feitas por robôs. No Brasil, esse índice é menor, 0,5%.

A aposta para democratizar o acesso à cirurgia roboticamente assistida nos hospitais brasileiros é justamente o Versius, que deve aterrissar nos centros cirúrgicos até o fim deste ano, porque ainda depende de uma série de licenças.

ESPECIALIDADES

Segundo a CMR Surgical, desenvolvedora do Versius, o menor robô cirurgião do mundo realiza com sucesso cirurgias em diversas especialidades, como colorretais, gastrointestinais, ginecológicas, hérnias, urológicas, além de cirurgia geral.

A tecnologia é usada em importantes hospitais pelo mundo, como alguns do NHS (National Health Service), no Reino Unido e a Clinique du Parc e o Argenteuil Hospital, na França.

VANTAGENS

Os principais benefícios elencados pelas empresas desenvolvedoras de robôs para atuar em procedimentos cirúrgicos são: precisão cirúrgica, redução de risco de infecções, cortes menores, recuperação mais rápida no pós-operatório e menor tempo de internamento. 

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